O que aprendi com Frankl Em mais de 20 anos como psicóloga, acompanhei pessoas em momentos de luto, perdas financeiras, crises conjugais, separações e doenças. Ouvi histórias de quem, em algum momento, acreditou que a dor nunca teria fim. Eu também precisei atravessar minhas dificuldades: crises familiares e financeiras, conflitos, uma separação e os desafios de recomeçar.
Hoje, quando olho para minha história e para tantas pessoas que acompanhei, encontro uma palavra que nos aproxima: ESCOLHA. Às vezes, uma escolha muito pequena Levantar mais uma vez. Pedir ajuda.
Aceitar cuidado. Ter uma conversa difícil. Recomeçar, mesmo sem saber como seria depois.
Essas escolhas foram acontecendo em meio ao medo, à tristeza e à incerteza. Cada pessoa, dentro de suas condições e com o apoio necessário, foi reconhecendo uma possibilidade de responder à vida. Na minha história, também foi assim.
Nem tudo se resolveu como eu esperava. Ainda assim, fui encontrando passos possíveis e motivos para continuar. Escolher como responder A Logoterapia me ensinou a reconhecer esse espaço de escolha dentro dos limites reais da existência.
Nem sempre podemos mudar o que aconteceu, mas podemos buscar possibilidades de agir diante disso. Uma escolha pode transformar uma situação, proteger um vínculo ou abrir caminho para receber ajuda. Diante do inevitável, pode expressar a atitude que procuramos construir, com tempo e acolhimento.
Essa é uma das lições mais profundas que encontro entre minha vida e as histórias do consultório: a possibilidade de escolher o próximo passo, mesmo quando o caminho ainda é incerto. Escolhi continuar. Escolhi recomeçar.
Escolhi buscar sentido. E foi assim que aprendi a responder à vida com mais amor e coragem.