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Pequenas histórias, grandes sentidos Conta-se que um viajante foi visitar um sábio. Ao entrar em sua casa, ficou surpreso: havia poucos móveis e quase nenhum objeto. — Mestre, onde estão as suas coisas? O sábio respondeu com uma pergunta: — E onde estão as suas? — As minhas?

Trouxe apenas uma mala. Estou só de passagem. — Eu também. Duas palavras que nos lembram de algo que, em meio às tarefas e preocupações, podemos esquecer: estamos todos de passagem.

O tempo que temos para viver Reconhecer que a vida é finita pode nos ajudar a cuidar melhor dela. A perceber onde colocamos nosso tempo, a quem dedicamos nossa presença e quais compromissos merecem nossa energia. Essa consciência nos convida a examinar o que carregamos: objetos, exigências, expectativas e a necessidade de controlar aquilo que está além do nosso alcance.

Algumas coisas precisam de cuidado; outras precisam encontrar um lugar diferente em nossa vida. A finitude e o sentido No olhar da Logoterapia, o tempo limitado torna cada oportunidade preciosa. Há encontros, tarefas e gestos que pedem uma resposta nossa e que não poderão ser repetidos exatamente da mesma maneira.

Aquilo que realizamos com sentido passa a fazer parte da nossa história: o amor vivido, o cuidado oferecido, a contribuição que deixamos. Embora o momento passe, seu valor permanece no que foi vivido. O conto nos convida a olhar para o presente e perguntar o que merece nossa dedicação enquanto estamos aqui.

Como você está escolhendo viver a sua passagem?

Danuza El KhatibPsicóloga · Logoterapeuta